sábado, 29 de dezembro de 2012

Past, present and future of video games

Passado, presente e futuro dos videogames

Com o fim do ano de 2012, o mundo dos videogames se encontra com um gigante adormecido chamado 2013 e com ele mil interrogações do que está por vir. Lembro com muito carinho do impacto da mudança de geração nos anos 80 e 90. Era uma época de grandes saltos tecnológicos e por isso mesmo de grandes mudanças entre uma geração e outra.

Lembro dessa época como  sendo de grande dificuldade para acesso ao universo que tanto queria ter. Meus pais suavam a camisa para poder me dar um videogame. Com muita dificuldade tínhamos acesso aos jogos e a grande salvação para boa parte da  minha vida gamer, foram as locadoras.

O acesso aos consoles acabava sendo dois ou mais anos depois do lançamento, quando o preço era mais convidativo. A relação custo do videogame + jogos  VS  salário médio do trabalhador brasileiro era ainda mais complicada do que nos dias atuais. Como os hardwares demoravam mais para desatualizar, somado a uma inflação alucinada dessa época, não se encontrava muitas oportunidades de acesso. Para o leitor mais novo que não viveu esta época, basta imaginar que para uma criança que nunca teve acesso a um videogame, se nos dias de hoje ganhar o primeiro Xbox, ou mesmo um Playstation 2, que não são videogames desta geração, estará muito bem servido de jogos e por um custo muito baixo. Naquela época, além de não existir um "videogame de entrada", a inflação se encarregava de inflar os preços, aliada a um pensamento que aos poucos está mudando do empresário brasileiro: mais vale ganhar muito em uma venda do que em milhares. Acreditem, era muito pior nesta época, sem contar a concepção de que videogame era um brinquedo de criança rica.

Falando um pouco de futuro, estamos a porta da nova geração e além da óbvia necessidade de salto tecnológico, fico me perguntando (e provavelmente você também), o que terá de novidades de hardware os consoles da Sony e Microsoft?  Temos no mercado videogames com mais de 6 anos. Os jogos de pc estão com resoluções e gráficos metros a frente e a indústria alucinada para tirar o pé do freio da evolução. A maior dúvida é se teremos algo inovador como o controle do wii. Particularmente o que espero é a agradável sensação que tinha na minha infância e início de adolescência, quando a cada lançamento vinha um novo universo de gráficos e os jogos nos proporcionavam experiências únicas. Temos ótimas excessões nesta geração, mas foram poucas. O valor de se lançar algo verdadeiramente novo é tão grande que o (game of the year) jogo do ano foi Journey, sendo uma produção simples, que se baixa na Playstation Network e custa apenas 9,99 dólares.

Que venham sensações novas!


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